TASTE IN MEN:
“Trata-se de uma simples canção que é aplicável a qualquer sexualidade. E é uma canção do tipo ”você terminou comigo, volte pra mim.” A pessoa que vive nessa música está olhando para um espelho e pensando “Por que? O que há de errado comigo? Por que esta pessoa me deixou? Eu vou fazer de tudo para recuperá-la.” E isso precisava ser refletido nos sônics da música. A letra é bastante simples e repetitiva. E é interessante escrever a música de todos os ângulos e sexualidades.”
Brian Molko, LA Weekly, Maio de 2001.
DAYS BEFORE YOU CAME:
“Não foi escrita sobre ninguém em particular, é uma canção para ninguém, mesmo. A letra é simples e você pode entendê-la como alguém se apaixonando ou deixando de lado algum intenso hábito de usar drogas. A frase ‘I didn’t want you anyway’ é sobre alguma coisa tomando a sua vida sem ter pedido. Ou se você tiver que deixar de lado algo ruim em sua vida, não necessariamente porque você quer, poderia ser algo tão simples como cigarros ou algo muito mais perigoso.”
Brian Molko, Unknown magazine, 2000.
SPECIAL K:
“Bom, Special K é uma forma de exploração. Aliás, nós comparamos o resultado de se apaixonar com usar drogas. Em ambos os casos existe uma grande animação e depois uma terrível angústia. Não há nada que possamos fazer, esse é o jeito que é!“
Brian Molko, XL Magazine : Novembro de 2000.
SPITE & MALICE:
“Eu não sou um rapper! Não quero competição com o Eminem, não, obrigado! Não sei fazer rap. Nós todos tentamos, apenas para nos divertirmos quando estávamos bêbados! Nesta música, havia um grande buraco. Nós tínhamos a música, o verso, mas não o refrão que precisávamos. Nós pensamos no que iríamos fazer. Eu não pode obrigar as palavras a sairem, eu gosto quando elas vem naturalmente, quando elas fluem. E eu tive a idéia… já fazia dez anos que nós vínhamos escutando Public Enemy: “Vamos lá! Vamos fazer um Rap.” E eu conheço o cara para fazer isso: Justin. Até mesmo Justin Warfield usa maquiagem, às vezes: é por isso que ele nos introduziu! É um dos únicos rappers com maquiagem! É compreensível.”
Brian Molko, Interview shamrock, 2000.
PASSIVE AGGRESSIVE:
“Mais uma vez, essa é uma canção que pode trabalhar em dois níveis. Você pode vê-la como alguém pedindo para que o deixe entrar e ser uma parte da sua vida ou você pode vê-la como um velho ditado que eu aprendi na Escola Dominical: ‘Quando Jesus bate à tua porta, a escolha é sua para deixá-lo entrar’, assim, ela poderia ser uma simples canção sobre amor ou religião.”
Brian Molko, Unknown magazine, 2000.
BLACK-EYED:
“Esta canção diz que é hora de assumir a responsabilidade por suas ações e qualquer coisa que tenha acontecido no passado, você tem de chegar a um ponto onde você pára de ficar incomodado com essas coisas e você tem que seguir em frente. Você não pode culpar seus pais por tudo. Mas, em muitos aspectos, é uma canção autobiográfica e isso é o que poderia acontecer se eu me permitisse mergulhar em auto-piedade.”
Brian Molko, Unknown magazine, 2000.
BLUE AMERICAN:
“É uma espécie de auto-repugnância. Três minutos e meio de pura auto-repugnância, estilo americano. A pessoa na música está tão emocionalmente no fundo do poço que ela começa a criticar tudo que faz parte da vida dela. Ela fica atacando os seus pais, sua cultura, a história de sua cultura, a auto-ajuda, a psiquiatria. A música foi escrita quando eu não estava de bom humor.”
Brian Molko, Melody Maker, 20 de Outubro de 2000.
SLAVE TO THE WAGE:
“A música fala para você ser um indivíduo, acreditar em você mesmo e ter a coragem de seguir os seus sonhos. Se o fizer, as recompensas no final são dez vezes o contrário do que os seus pais diziam para você. Conseguir um bom trabalho, se casar, ter filhos, peixinhos, carros… Para muita gente, esso é o epítome do sucesso pessoal. E é por isso que tantas pessoas passam por crises de meia idade. As pessoas chegam a um ponto em suas vidas e pensam: É esse o final?”
Brian Molko, Melody Maker, 20 de Outubro de 2000.
COMMERCIAL FOR LEVI:
“Essa música foi escrita para ninguém além de mim, por causa daquela época da minha vida onde eu fiz algumas escolhas extremamente ruins. E havia umas pessoas – Steve é uma delas – que tiveram que sentar comigo e me alertar: ‘Olha, você está numa situação muito séria e perigosa. Eu não posso mais deixá-lo seguir com isso.’ – Então, a música é sobre amizade. Não é nem pró nem anti-drogas, é sobre pré-moderação.”
Brian Molko, Pulse Abril de 2000.
HAEMOGLOBIN:
“Este álbum é mais pesado que os dois primeiros juntos. Ele lida bastante com a violência. Temos uma canção chamada ‘Haemoglobin’, que é como a nossa versão de ‘Strange Fruit’ do cantor de jazz Billie Holiday. Ela lida com racismo e preconceito gerando preconceito.”
Brian Molko, Kerrang! Issue 810, 15 de Julho de 2000.
NARCOLEPTIC:
“É uma canção sobre a passagem do amor… Drogas e amor são um grande travesseiro e eles podem fazer você esquecer de tantas coisas… Também podem fazer você esquecer de viver e ficar em um estado de sonambulismo.”
Brian Molko, Unknown magazine, 2000.
PEEPING TOM:
“É sobre voyeurismo. É sobre ser um observador. Na música, eu tento fazer você entrar na cabeça do outro e fazer você sentir as emoções dele. Tento fazer você ter simpatia, porque a única réstia de luz na sua vida é espiar a vida dessa outra pessoa. A canção é extremamente triste, é como Burger Queen, mas com alguns passos a mais.”
Brian Molko, Unknown magazine, 2000.













