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Confira uma entrevista feita pelo Estadão com o vocalista do Placebo, Brian Molko.

O cantor e guitarrista norte-americano Brian Molko é responsável por renovar, no rock, uma linhagem camaleônica de pop stars, fundada num comportamento ambíguo, glamouroso, multifacetado. À frente da banda inglesa Placebo, amealhou legiões de fãs pelo mundo todo com uma performance andrógina, pansexual, por vezes soturna e barulhenta – algo entre Bowie e Marc Bolan.

Todos os visuais novos de Molko (filho de banqueiro, que dividiu a infância entre Estados Unidos e Luxemburgo, e largou tudo para cursar teatro) fazem escola. Ele deflagrou aquela onda de pintar um olho só de preto para os shows, e aquilo pegou, sendo depois largamente utilizado por bandas como Panic! at the Disco ou Fall out Boy. O cantor fez uma ponta no filme Velvet Goldmine, interpretando 20th Century Boy, do T. Rex. Seu grupo suscita comparações com outros grupos de mesmo DNA, como The Cure (Robert Smith o reconhece como “filhote”) e Depeche Mode.

O grupo de Molko, o Placebo, volta ao Brasil no dia 17 de abril, no Credicard Hall, para o lançamento aqui de seu mais recente disco, Battle for the Sun (PIAS Music), seu sexto álbum de estúdio em 13 anos de carreira. Battle for the Sun chega após Meds, de 2006, que teve boa acolhida crítica e manteve a banda no pico. As 13 canções do disco foram produzidas por Molko e por Dave Bottrill, largamente conhecido pelo seu trabalho com a banda Tool.

O Placebo sempre teve como núcleo um trio: além de Molko, o membro fundador Stefan Olsdal, baixista e tecladista, e o baterista Steve Forrest (ex-integrante do grupo punk Evaline, que entrou no Placebo em 2008 no lugar que foi de Steve Hewitt). Molko falou ao Estado na semana passada.

O fato de você ter estudado teatro ajuda na hora de criar um personagem, uma persona?
Não tenho uma persona. O que se vê no palco é o exibicionista que há em mim. Em geral, sou quieto, introspectivo, calmo. Mas tenho um lado flamboyant que libero quando estou no palco. Ninguém é uma coisa só, coexistem muitos temperamentos sob cada um de nós. Para mim, estar no palco é algo primal, sexual, essencial. É a chance de criar uma euforia coletiva.

Vocês se tornaram famosos por serem uma das bandas que mais excursionam na cena do rock atual. Sempre estão na estrada. Qual o sentido da turnê para você?
Não vejo sentido no rock sem o contato direto com a plateia. É ali que se realiza a música. Ninguém faz música para que seja colocada num cofre, mas para que tenha um efeito, para que emocione ou faça alguém se rebelar, tomar o controle da sua vida. Há bandas que fazem bons discos e são uma merda no palco. Nós temos a pretensão de fazer bons discos, mas de fazer turnês melhores ainda. Se fosse para ser uma porcaria ordinária no palco, não estaria fazendo isso.

Toda temporada, surgem bandas que trazem um conceito novo, que chamam a atenção por algum tipo de sonoridade original. Foi o caso, no ano passado, dos grupos Animal Collective e Hot Chip. E tem as bandas que seguem fazendo sua música, como é o caso do Placebo. Você diria que o Placebo já é algum tipo de rock clássico?
Rock clássico, para mim, é o Deep Purple, o Black Sabbath. Nós temos nosso próprio lugar, inventamos nosso nicho na música.

E qual seria esse lugar?
Isso quem pode dizer é você, jornalista. São vocês, jornalistas, que criam os rótulos.

O novo disco do Placebo tem uma sonoridade diferente, menos ácida, menos pesada. É um turning point em sua música. Isso quer dizer que vocês estão sentindo menos responsabilidade em relação ao futuro?
Não é nada tão complicado assim. Em geral, quando a gente terminava um disco, parava para escutar e pensava: “Nossa, isto está soando dark, desolado, sombrio. É demais! Vai tirar a esperança de qualquer ouvinte! É um disco muito bacana.” Era mais ou menos esse o espírito. No novo disco, pretendemos exatamente o contrário. Fizemos um trabalho pontuado por canções que expressam nossa esperança num futuro melhor, numa vida melhor. Um futuro em que se possa escolher luz em vez de sombras. É uma guinada de expectativa. Nosso disco anterior, Meds, trazia muita dor. Acho que este disco é mais positivo nesse sentido.

Você também se tornou pai recentemente. Como é Brian Molko no papel de pai?
Ter me tornado pai mudou completamente a minha vida. Ninguém sabe o que é se preocupar com uma outra pessoa até ter um filho. Você vive as aflições dele, sente as alegrias. É quando realmente aprende a ser menos egoísta, a ter uma outra pessoa como prioridade absoluta. Ser pai mudou completamente meu jeito de enxergar o mundo.

Por: Jobatê Medeiros, Jornalista do Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100323/not_imp527845,0.php

Publicado por Placebo Team | 4 Comentários

Tá afim de ganhar um Battle For The Sun?

Para participar é bem simples, basta seguir o nosso perfil do Twitter, dar um RT com a seguinte mensagem: O @PlaceboBrasil dá um Battle For The Sun http://migre.me/qcls

A promoção se encerra na quinta (25/03), às 23:59! Só serão aceitos os RT feitos até às 23:59 (Horário de Brasília)!

Não se esqueçam: se você estiver com o ‘Protect my tweets’ ativado, o gerador do sorteio não irá te sortear! Não se esqueçam de desativar essa opção para participar da promoção!

O sorteio será feito através do Sorteie.me, que é um sistema aleatório e confiável. Divulgaremos o ganhador no site no dia 26/03!

Atenção: Perfis fakes do twitter serão automaticamente desclassificados e, infelizmente, essa promoção é valida somente para brasileiros!

Publicado por Placebo Team | 6 Comentários

Brian Molko surpreendeu em uma ligação telefonica com a rádio chilena Sonar FM informando que doará todos os ganhos do show que acontecerá no próximo dia 8 de abril, na Movistar Arena.

“Era impossível que chegassemos e digamos ‘Olá, somos o Placebo, sabemos os momentos duros que vocês passaram, vivenciaram um desastre natural e muitos perderam suas casas e outros morreram, mas perai, queremos o seu dinheiro!’ Não podemos fazer isso! Então decidimos doar tudo que ganharmos no show em Santiago para os fundos de reconstrução do Chile.”

O mesmo ato foi feito pelos meninos do Franz Ferdinand, que também doaram todos os ganhos com o show que eles fizeram em solo chileno!

Fonte: Humo Negro / Sonar FM

Publicado por Mario Dias | 2 Comentários

O Placebo.BR está divulgando com exclusividade a banda que fará a abertura dos 4 shows aqui no Brasil. O nome da banda é Superdose e você pode ouvir o som dos caras clicando aqui. O CD de estréia se chama Cidade Luz, assim como a primeira música de trabalho deles. A Superdose já abriu shows do Barão Vermelho e do Jota Quest.

A banda é produzida pela Elemental Music, produtora nacional com foco em bandas do cenário alternativo.

Confira abaixo alguns vídeos de performances dos caras:

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

Foto: Sabrina Prado

No dia 24 de fevereiro, na Austrália, Placebo fez um show secreto e exclusivo para 300 fãs sortudos! A única forma de conseguir os ingressos era pelo perfil do MySpace Secret Show.

Confira 3 incríveis vídeos desse show publicados no perfil do MySpace Secret Show:

Because I Want You

http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=103474726

Twenty Years

http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=103476028

Blind

http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=103514509
Publicado por Mario Dias | 2 Comentários
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