Biografia
A Banda

“O segredo da nossa fórmula é justamente o fato de que a gente não segue uma fórmula. Temos a liberdade de criar o que nos vem à tona, o que nos é real e o que nos representa. Não somos uma pessoa só a vida inteira. A gente amadurece. Então, Placebo amadurece. Acho que chegamos à fase adulta da banda e eu estou muito feliz com o que Placebo se tornou.”, diz Brian Molko.

É notória a influência de cada integrante em cada música. Steve e Stefan têm uma musicalidade ímpar no som de Placebo, enquanto Brian dá a essência espiritual de cada letra. O conjunto dos talentos dá ao Placebo a áurea contingente do sucesso entre um grupo seleto de fãs.

Placebo é, indubitavelmente, uma banda com estilo próprio, competente e que tem muito a surpreender. Com certeza os aplausos são merecidos.


O GÊNESE

A banda inglesa Placebo, foi idealizada pelos amigos de infância Brian Molko e Stefan Olsdal, que se conheceram num colégio em Luxemburgo, quando Molko tinha apenas 12 anos de idade e Stefan, 11. Na época, ambos eram apenas dois garotos considerados diferentes, que tinham muito em comum. Eles sustentaram uma amizade de cinco anos, quando Brian se mudou para Londres, a fim de estudar Arte Dramática em Goldsmith’s College e, por isso, se separaram.

Por culpa do destino ou mera coincidência, dois fatos curiosos aconteceram: Stefan se mudou também para Inglaterra, a fim de estudar música no Musicians Institute. Então, Brian e Stefan voltaram a se encontrar, em 1994, na estação de metrô South Kensington (depois de um bom tempo sem se verem), às 09h30min da manhã, hora em que Brian nunca estava acordado. “Lá estava ele com a guitarra nas costas. De primeira, ele não quis meu telefone. Tive que implorá-lo para anotar e ele o fez por cortesia.”, diz Stefan.

Na época, Brian estava a escrever músicas e fazer pequenas apresentações em pubs e boates com um amigo chamado Steve Hewitt (que Brian conheceu atrás do Burger King em Lewisham – 1991 – através de uma amiga em comum, que era a namorada de Steve. Este também estava envolvido com uma banda chamada Breed, mas tocava com Brian quando tinha tempo livre). Imediatamente, Stefan levantou a questão sobre a formação de uma banda, já que seu gosto musical sempre foi bem parecido com o de Brian que, por sua vez, tinha uma apresentação a fazer naquela noite. Para não decepcionar o amigo de adolescência, Brian resolveu deixar Stefan tocar com ele em tal apresentação. Foi nesta noite que Brian e Stefan tiveram certeza de que tinham que formar uma banda.

“Foi durante a primeira vez em que tocamos juntos que percebi o quanto em comum nós tínhamos.”, diz Brian Molko.
“Fiquei apaixonado pela voz e jeito de tocar guitarra de Molko. Aquilo era muito diferente e excitante.”, diz Stefan.

Com toda a cumplicidade vista de fato, Brian e Stefan deram origem a uma banda naquele mesmo ano (1994) e recrutaram um baterista sueco chamado Robert Schultzberg, que estava na Inglaterra para aprender mais sobre percussão. Este já conhecia Stefan e já havia tocado com ele em uma banda de garagem na Escócia.
Brian e Robert não tinham muita cumplicidade. Robert não gostava da maneira com que Brian se sobressaía diante dele e Stefan e nem da própria personalidade “diferente” de Molko. Brian tentou de todas as maneiras, por dois anos, conquistar a confiança de Robert, mas de nada adiantou. Por isso, Steve foi convidado para voltar à banda em 1996. Ele largou a Breed e juntou-se a Brian e Stefan numa jornada que começara seu triunfo naquele mesmo ano.


O COMEÇO DA GLÓRIA

Antes de Steve voltar à banda, eles já haviam feito muitos shows independentes pela Inglaterra, mas foi depois que o nome mudou para PLACEBO que a banda ganhou mais projeção. Tudo começou num show no London’s Rock Garden, em Janeiro de 1995. Durante este ano, eles dividiram o palco com Ash e Whale and Brush, o que lhes foi muito bom para amadurecer e, em Novembro, Placebo lançou seu primeiro single, “Bruise Pristine”, no Fience Panda. A banda passou um bom tempo na estrada, abrindo shows de grandes bandas e fazendo pequenos shows para divulgar sua música. Porém, no final deste ano de 1995, Placebo teve a primeira prova de reconhecimento de seu sucesso, quando “Come Home” postou em terceiro lugar nas paradas inglesas.

Em janeiro de 1996, Placebo assinou um contrato com a Hut Recording. O dono da Hut Recording ficou fascinado com a banda e quis segurá-los de qualquer jeito, o que não foi possível. Placebo ganhou projeção bem maior e, já com Steve, chegou a acompanhar David Bowie (convidados pelo próprio) numa turnê pela Europa em janeiro de 1996, o que o tornou fã assíduo da banda imediatamente.


PLACEBO

O primeiro álbum do Placebo foi gravado em Dublin, durante a primavera de 1996. As 10 músicas do álbum foram praticamente todas sobre sexo. As músicas de trabalho foram “36 Degrees” e “Teenage Angst”. Repercutiram a estréia do álbum, que deu à banda um ponto de mérito honroso. Antes da turnê pela Europa (30 países) já prevista, Steve entra na banda, e só então a primeira turnê acontece. Tal turnê projetou muito o Placebo, mas o apse do sucesso aconteceu em janeiro de 1997, com o single “Nancy Boy”, que ocupou o quarto lugar nas paradas inglesas.

No mesmo mês da consagração, Placebo foi convidado para tocar no Madison Square Garden, em Nova Iorque, para comemorar o aniversário de David Bowie.
A banda já havia, então, conquistado sua independência, suportando sua própria turnê pela Europa, fascinando o público do London’s Brixton Academy, depois de abrir para o U2 em muitas datas do Popmart European.

O primeiro álbum, PLACEBO, ganhou diversas versões para raves e pistas de dança, conquistando fãs em muitos países. A “multi-nacionalidade” dos integrantes se fez presente na música da banda – Brian nasceu na Bélgica e foi criado em Luxemburgo por seu pai escocês e sua mãe americana, Steve é inglês e Stefan sueco.


WITHOUT YOU I’M NOTHING

A banda começou a se desgastar com o público devido aos hábitos pouco convencionais de Brian, que era conhecido como “androgynous girlboy”, usava vestido e é assumidamente bissexual, e também pela fama de uso de muitas drogas durante os shows. Tornou-se uma constante a confirmação pela impressa que eles são gays. Segundo os próprios componentes, Stefan é gay, Brian bissexual e Steve heterossexual.

Brian chegou a ter sua casa invadida por repórteres e ficou muito chateado com o fato. Por isso resolveu sumir, literalmente, por duas semanas. Foi quando Brian teve uma overdose e teve de ficar um mês no hospital. Isso gerou mais polêmica. Apesar da confusão, Brian alegou que não devia satisfação sobre sua vida e que o que importava era a sua música. Dizem que Brian não estava acostumado com a fama e que o fato de ter de se privar de sua liberdade o fez entrar em depressão.

Toda essa discussão só aumentou a expectativa pelo segundo álbum, e eles não decepcionaram quando Without You I’m Nothing foi lançado, em 1998 (pela Caroline Records, nos EUA). Um número fantástico de singles foram juntamente lançados, e um sucesso atrás do outro. Placebo continuou a excursionar pelo mundo, o que fez aumentar sua popularidade.

O estilo épico das músicas havia mudado, talvez – ou bem obviamente – devido ao estado de espírito de Brian. Tons de melancolia, paixão gótica, depressão, assiduidade e solidão são extremamente presentes nas músicas de Without You I’m Nothing. Estas características deram ao Placebo, uma identidade singular em meio de um largo grupo de bandas do gênero e, assim, a banda veio a se destacar como um estilo musical, e não mais uma influência de certo estilo.

No final de agosto de 1998, é lançado o primeiro single do segundo álbum, “Pure Morning”, que chegou a ser número dois nas paradas inglesas. O sucesso foi tanto que David Bowie, mais uma vez mostrando ser fã de Placebo, convidou Brian para fazer um dueto com ele num show, em “Without You I’m Nothing“. Brian ficou lisonjeado e aceitou.

Para o privilégio dos franceses, a banda lançou uma versão francesa de “Burger Queen”, no dia 23 de novembro, antes de começar a gravar o terceiro álbum.
A banda, então, já havia se postulado como ícone do próprio estilo musical, de integrantes irreverentes, principalmente se tratando do julgado e polêmico Brian Molko.


BLACK MARKET MUSIC

Depois da longa turnê do álbum Without You I’m Nothing, Brian Molko passou um bom tempo sozinho em sua casa na Suécia. E, em julho de 2000, Molko voltou com novo visual que agradou a mídia a qual, por sua vez, publicou em várias reportagens: “The MAN is back.”
“Taste In Men” foi o primeiro single do tão esperado terceiro álbum, gravado em Londres, com Paul Corkett (foi também quem produziu o segundo álbum).

Muitos especulavam sobre como seria o novo trabalho, se seria tão bom quanto o segundo, ou se teria um som diferente, já que Brian havia prometido algo “nada convencional”.
10 de outubro de 2000 foi quando Black Market Music foi lançado. Esperado por fãs e críticos, tal álbum não deixou a desejar. Superou todas as expectativas. Não havia muito de diferente em Black Market Music, por isso, o máximo que aconteceu foi o fato de mais fãs aderirem ao som do Placebo.

A banda, mais uma vez, fez uma longa turnê pela Europa, EUA, Canadá, alguns países do Oriente Médio e Austrália, o que marcou um era de conquista de um novo público.
Em outubro de 2001, Placebo encerra a turnê com um resultado brilhante e é intitulada de a banda dos “intelectuais obscuros.”


SLEEPING WITH GHOSTS

Em 2003, já então vistos como ícone de singularidade musical, Placebo se vê numa posição confortável, sem ter que se preocupar muito com a aceitação de seu trabalho perante a mídia.

Brian Molko mudou radicalmente seu visual, cortando seu cabelo e suavizado o antes “heavy make up”. Isso mostrou a confiança de Molko para com os críticos. “Sou adepto ao androginismo desde a adolescência. O fato de eu ter cortado o meu cabelo não significa que deixei de lado minha concepção nata”, diz Brian.

Com toda essa confiança, mudanças e sucesso, Placebo lança o quarto álbum, Sleeping With Ghosts (2003), que muito fala, implicitamente, de amor, nos mais variados ângulos e situações.

O sucesso foi fato, aliás, este é o maior sucesso de Placebo desde o início da banda, em 1994. Várias músicas deste álbum se tornaram destaques nas paradas européias.

O sucesso desse álbum fez com que Placebo produzisse e lançasse em 2004 um DVD para consagrar a bela fase que a banda passava naquele momento. Intitulado Soulmates Never Die (frase que se tornou uma marca da banda entre os fãs) o DVD conta com uma apresentação gravada ao vivo em Paris, no ano de 2003. Um show sem precendentes na história da banda, capaz de provocar lágrimas até nos olhos dos fãs mais recatados do Placebo.

Junto com o show, o DVD mostra um documentário exclusivo da então atual turnê do Placebo, além de cenas escondidas (Easter Eggs) inéditas.


Once More With Feeling

Nada melhor para coroar uma carreira fantástica do que uma coletânea.

Essa fórmula, apesar de bastante comum, é infalível. Once More With Feeling veio em 2004 para comemorar 10 anos de Placebo. É uma coletânea com os melhores singles da banda e foi lançado junto com um DVD de clipes desses singles que fizeram, e ainda fazem, do Placebo uma das melhores banda do cenário mundial do Rock Alternativo.

Além dos singles, a coletânea vem com duas músicas inéditas e com uma temática um pouco diferente daquilo que os fãs de Placebo estão acostumados. São músicas mais voltadas para o lado bom dos sentimentos. Junto com tudo isso a coletânea ainda traz uma versão em francês para Protect Me From What I Want, intitulada Protège-Moi.


MEDS

Desde Sleeping With Ghosts, em 2003, o Placebo não lançava um álbum inteiro de inéditas. Então, em 2006, Meds saiu, oficialmente, no dia 13 de março, revelando uma nova perspectiva para a banda.

Trabalhando com o produtor francês Dimitri Tikovoi (o mesmo produtor do Black Market Music), eles estavam confiantes de que as músicas que haviam composto para o Meds eram as mais fortes de suas carreiras.

“A idéia de Demitri para este disco era de criar um primeiro álbum novamente. Nos tirar de nossa zona de conforto, nos desafiar e trazer perigo de volta ao Placebo.”, afirma Brian.

E assim foi feito. O primeiro single, “Because I Want You”, foi lançado alguns dias antes do disco completo, no dia 6 de março.

Em abril de 2007, o Placebo apareceu com uma campanha, recrutando fãs do mundo inteiro, convidando-os a participar do clipe de “Running Up That Hill”. Este evento mobilizou todos, dando uma oportunidade de exibir seus vídeos para a banda, dublando a canção.

Porém, no dia 1º de outubro de 2007, uma notícia devastadora fora anunciada no site oficial. Steve Hewitt havia saído do Placebo, por diferenças musicais e pessoais, após muitos anos fazendo parte da banda.
Steve Forrest, ex-baterista da banda Evaline, assumiu seu posto e está atualmente na banda.

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